O pior inimigo de um bom relacionamento…

Você já deve ter se deparado com esse cenário…

Você sai com um casal de amigos e percebe que tem algumas “sugestões de melhoria diretas” de um para o outro, para melhorar o relacionamento. Algumas vezes de forma branda, outras vezes, com mais energia. Pode começar como uma sugestão “Seria tão bom se você fosse assim, se fizesse isso”. Dependendo do grau do desgaste, pode ser mais direta: “Eu não aguento mais isso”, “quantas vezes tenho que dizer”…

Nenhum casamento acaba de um dia para o outro. Nenhuma sociedade é rompida em apenas um dia. Nenhuma amizade é desfeita de maneira imediata. Há , de fato, um ponto decisivo que molda o futuro do relacionamento, mas há pistas de desgaste no relacionamento. Qualquer espécie que ele seja. E há maneiras de se evitar esse desgaste.

São realmente vários fatores que estão em jogo, mas se pudermos apontar um crucial para qualquer desgaste de relacionamento, é a CRÍTICA! E muito cuidado ao dizer que “foi só meu ponto de vista” ou ” eu não quis ofender”, ou ainda “foi uma crítica construtiva”. 

A crítica não pode ser construtiva, pelo simples fato dela apenas focar no negativo! Ou seja, você está focando toda a atenção (tanto de quem fala , quanto de quem está falando) para o ponto negativo da situação. A crítica não dá uma sugestão de melhoria.Ela tem apenas o foco no negativo e culpa da pessoa que está sendo criticada. Afinal, se você disser: “Com todo respeito, mas o seu trabalho ficou uma porcaria!” ou “nossa amor, essa comida está horrível!”, qual a sugestão de melhoria clara que foi dita?E nosso cérebro irá focar apenas naquele ponto negativo, desconsiderando todo o resto do contexto (já diria Tony Robbins: “aonde vai o foco, vai a energia”). Se você está focando no negativo, qual a qualidade da energia (emoções e pensamentos) que virá? 

Como  dissemos nesse artigo anterior, o nosso cérebro emocional busca sempre a sobrevivência: luta ou fuga. Mas por que estou trazendo esse assunto agora? Simples! Quando uma crítica é realizada, causa DOR na pessoa (ninguém fica feliz com uma crítica). O cérebro da pessoa identifica DOR como uma ameaça à sobrevivência e, logo, entra em modo Reativo – modo em que o cérebro emocional assume o controle – Luta ou fuga. Nesse modo, o cérebro não está racionalizando, está apenas querendo se livrar do problema! Aí você já sabe bem a qualidades das reações: agressões verbais, ações inconsequentes, mais dor aos participantes.

É possível parar de criticar?

O ato de criticar é uma atitude que é feita com repetidas vezes ao longo da nossa vida (seja escutando, seja falando). Como todo processo de comunicação, ele interfere diretamente na estrutura do nosso cérebro (cada vez que você critica ou escuta uma crítica, há um “aprendizado” que faz a conexão dos neurônios, tornando aquele caminho mais fácil de ser usado pelo cérebro, gastando-se menos energia para tal), mas de acordo com a Neuroplasticidade, podemos alterar essa estrutura, esses caminhos, através da repetição.

Colocando em prática!  

Não será fácil, mas é simples. Sempre que se deseja alterar um comportamento ou hábito, é interessante seguir o seguinte caminho:

Consciência -> Comando -> Ação

Logo, o primeiro passo é criar consciência: quantas vezes por dia você critica? Quem são as pessoas que você mais critica? Observe durante uma semana e você verá o resultado (passo da Consciência).

Após isso, você irá  identificar quais cenários e com quem você mais critica. Fique atento a eles e , sempre que perceber a vontade de criticar, lembre-se que a crítica de nada vai adiantar para resolver o problema (comando!) e cale-se (ação). Exatamente! Não diga nada! Você sabe que não irá ajudar a resolver o problema.

Para facilitar, faça um acompanhamento de quantas críticas você faz por dia – sempre que você mensura, você fica mais estimulado a melhorar esse resultado. 

Torne a crítica o mínimo possível presente em seus relacionamentos e usufrua do máximo e do melhor que eles podem ter oferecer! 

 

 

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Feito por: Lema Criações